Fato Real
Coluna Vou Falar - por Aaron Fenix

A Geração MiMiMi!

Os jovens nascidos nas décadas de 80 e 90 são conhecidos como geração Y ou millennials. Alguns, no entanto, são um pouco mais polêmicos ao defini-los e referem-se a eles como a GERAÇÃO MIMIMI.

Uma grande parte dessa geração acorda ao meio-dia e não arruma sua cama, almoça e não lava seu prato, e quando acaba sua rotina “matinal”, finalmente se conecta ao wi-fi pago por seus pais opressores e enchem as redes sociais diariamente de reclamações sobre o machismo, racismo, e a sociedade patriarcal.

O amplo alcance das redes sociais e o predomínio de uma intensa hipocrisia social estão formando uma geração de crianças e jovens que baseiam seus posicionamentos em meros achismos, que não respeitam os mais velhos, que menosprezam valores fundamentais e que acham que podem literalmente mandar em seus pais. Orgulham-se de sua intelectualidade e, quando alguém escreve nas redes sociais algo que eles não concordam, não citam livros, nem fontes confiáveis. Não precisam dessa barbaridade! Eles simplesmente respondem com toda sua inteligência e perspicácia a mesma frase de sempre: “apaga que dá tempo”. Que sagacidade, não é mesmo? Não precisam ler nenhum autor conservador ou liberal para criticá-los, pois lá no fundo todo mundo sabe que esses autores não sabem do que falam.

Na verdade, essa geração não precisa nem mesmo ler autores que eles próprios defendem. Ela só lê (quando se dá ao trabalho) a xerox da universidade indicada por seus professores. Se a mídia diz que ele é bom, se os professores dizem que ele é bom, por que questionar?Todos pensam igual, todos dizem os mesmos clichês e as mesmas frases de efeito, mas se consideram autônomos e afirmam constantemente que pensam por si mesmos e são independentes. Eles estão esquecendo ou já esqueceram sua identidade para fazer parte dessa geração, precisam se rotular e ter uma opinião formada sobre tudo, ou seja: aquilo que o fulano falou ou aquilo que o sicrano publicou. Os componentes da geração mimimi são hipersensíveis, despreparados para o mundo real, confundindo seus desejos com direitos inalienáveis. Eles são mimados, em suma.

A nova geração tem valorizado cada vez menos a liberdade de expressão, e cada vez mais a “polícia do pensamento”, que controla o que cada um pensa e diz para não “ofender” ninguém. Vivem no tempo do “pode tudo, mas só se concordar comigo”.Vivem uma época onde o politicamente correto está forte, onde os paladinos da justiça social estão sempre prontos para atacar os outros atrás da tela de um computador e onde as relações sociais estão rasas, ou seja, sem profundidade.

Falta empatia, sensibilidade e conhecimento. Essa geração anda tão ocupada sendo “Senhores da Vida” alheia que, em algum momento, acabam se esquecendo do que realmente importa: viver, sentir, amar, fazer, acontecer, agradecer e, acima de tudo, SER.

Desejo que os membros dessa geração se tornem bem resolvidos, que espalhem ideias, que conversem sobre projetos, que sejam a diferença na vida das pessoas afinal, no momento, estamos rodeados de pessoas chatas querendo só aparecer.

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