Fato Real
Coluna Vou Falar - por Aaron Fenix

A fragilidade da vida!

Um dos assuntos mais comentados na Internet e nos canais de TV nos últimos dias foi, sem dúvida, a morte do apresentador Gugu Liberato. E isso se deve não apenas pelo que ele representou e fez como comunicador que conseguiu grandes índices de audiência nos programas que apresentou, mas também pelo choque das circunstâncias em que se deu a morte: foi uma morte absolutamente inesperada.

Não existem lutos fáceis. Mesmo quando uma pessoa fica doente por um longo período antes de morrer, no momento em que ela se vai é que a perda é concretizada. Um profundo sentimento de impotência toma conta dos que ficam, mesmo que a interrupção do sofrimento seja entendida como benéfica, tanto para o doente quanto para os familiares.

Embora se tenha a sensação, em casos de doença prolongada, de que a morte foi esperada, a perda por morte acidental ou súbita toma outros matizes: não há preparo, não há tempo para reflexão, para despedidas, para o perdão, para declarar o amor. Cai-se num funil de incredulidade ao presenciar ou ao receber a notícia do falecimento repentino de uma pessoa querida e muitos sentimentos desencontrados vão se transformando em perguntas, normalmente sem respostas num primeiro momento: “por quê, “onde 01eu estava que não impedi que isso acontecesse?”Muitas pessoas têm dentro de si a certeza de que a qualquer momento seu familiar querido vai entrar pela porta e então se certificará de que tudo não passou de um pesadelo.

Os que já não estão aqui dormem nas profundezas de nosso coração. Mas muitas dessas ausências seguem sendo abismos de dor em nossa memória: porque nos deixaram sem que pudéssemos dar o adeus, se foram sem um “te amo”, ou sem que tenha havido tempo para pedir desculpas. Mas a morte repentina não manda aviso. Ela simplesmente acontece e não há nada que possamos fazer. Ou melhor, há: podemos trabalhar em nosso dia a dia para resolver nossas mágoas com pessoas importantes, podemos demonstrar gratidão pelos pequenos e grandes gestos que tiveram por nós, podemos dedicar mais tempo aos nossos pais e nossos filhos, podemos visitar pessoas queridas, podemos declarar e demonstrar nossa afeição por todos à nossa volta. Por que não há nada mais gratificante do que saber que não deixamos coisas por fazer ou dizer quando perdemos alguém, que todo o amor possível foi vivido ou declarado.

A morte deveria ser como uma despedida em uma plataforma de trem. Lá onde as pessoas têm um breve intervalo de tempo em que podem ter uma última palavra, onde podem dar abraços apertados e deixar ir de modo calmo, ainda que com peso no coração, tendo plena confiança de que tudo vai ficar bem.

Num instante nascemos. E, como um sopro, noutro instante já não mais vivemos. A morte, assim como o tempo, é democrática: atinge a todos, independentemente de fama, dinheiro, saúde ou condição social. Pior: ela não tem hora para chegar, por mais precavido e cauteloso que você seja.

Tô Sabendo e Vou falar!
Aaron Fênix

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